A banda é a mesma, mas o vocalista…

12/10/2009

Aproveitando que o AC/DC estará entre nós no dia 27 de novembro, no Morumbi (SP) – e claro, estarei lá – fiz uma pequena seleção de bandas de rock que deram certo mesmo depois de trocar o vocalista. Em geral é muito estranho ouvir uma banda cuja voz no comando já não é mais a mesma. As músicas mais antigas nunca ficam iguais e sempre dá aquela sensação nostálgica de “nunca mais será igual”. Ainda sim tem banda que resiste e muito bem a esta troca. 

AC/DC
Já que o grupo é o mote deste post, nada mais justo do que começar por ele. A banda australiana começou em 1973, com o vocalista Bon Scott, que faleceu em 1980. O último álbum de Scott foi “Highway to Hell”, um dos discos mais conhecidos do AC/DC. A banda pensou em parar, mas felizmente apareceu Brian Johnson e eles lançaram o ótimo “Back in Black”. Abaixo você confere AC/DC e Bon Scott e aqui você assiste ao clipe da música do disco mais recente com Brian Johnson.

Black Sabbath
Na verdade, o Sabbath teve quatro vocalistas, mas só dois deles vingaram. Um foi o original e, para muitos insubstituível, Ozzy Osbourne. O segundo foi Ronnie James Dio (meu preferido), que entrou na banda depois da saída de Ozzy e voltou para formar o Heaven & Hell, que nada mais é do que o Sabbath com o outro nome. Heaven & Hell é inclusive o nome do primeiro disco da banda com Dio nos vocais. Além de Ozzy e Dio, o Sabbath também teve a passagem relâmpago de Ian Gilan, do Deep Purple, e Tony Martin. Bem, abaixo tem “Paranoid”, com Ozzy, e aqui tem “TV Crimes”, com o Dio.

Helloween
A banda de power metal alemã é uma das poucas que teve três bons e reconhecidos vocalistas. Claro que sempre há preferências, mas difícil um fã de Helloween que não ouça um disco por ser da fase Kai Hansen, Michael Kiske ou Andi Deris (meu preferido). Primeiro você confere os fabulosos efeitos especiais de “I Want Out”, com Michael Kiske, depois o senso de humor de Andi Deris em “Perfect Gentleman”. Ah, não tem vídeo do Kai Hansen como vocalista, mas você pode vê-lo com Kiske no primeiro vídeo.

Deep Purple
A banda inglesa é conhecida pelas oito formações diferentes ao longo da carreira, que são conhecidas como “MK I”, “MK II” e assim por diante (o MK significa marca). O grupo não só trocou de vocalista, mas de baixista, guitarrista e tecladista. O único que nunca deixou o Deep Purple foi o baterista Ian Paice. Só vocalistas a bandas teve quatro: Rod Evans, Ian Gilan (sim, o mesmo que gravou um disco com o Sabbath), David Coverdale (Withesnake) e Joe Lynn Turner. Além de ser o vocalista que mais ficou na banda, Ian Gilan é o dono do posto atualmente. Abaixo você confere “Sometimes I Feel Like Scream”, do primeiro CD da até agora última fase do Deep Purple.

Journey
Taí outra banda que tem pouco mais que um time de futebol só de ex-integrantes. Vocalistas são três: Steve Perry, Steve Augeri e Jeff Scott Soto (que durou menos de um ano). Agora, Arnel Pineda, que foi descoberto no Youtube, é a voz do Journey. Aqui está o clássico “Separet Ways”, com Steve Perry.  

Sepultura
A banda brasileira teve dois ótimos vocalistas: Max Cavaleira e Derick Green (meu preferido). Max fundou a banda com o irmão Iggor, em 1983, e saiu em 1996 por desavenças pessoais. Lembra da história de que a Yoko Ono separou os Beatles? Pois bem, aqui o problema foi a mulher de Max: Glória Cavaleira. Depois, Max fundou o Soufly e no ano passado o Cavaleira Conspiracy, junto com Iggor, que também deixou o Sepultura em 2006. Ah claro, sobre Derick Green: o gutural mais malvado das bandas brazucas. Abaixo tem o clipe de “Territory”, da época do Max e, em seguida, “We´ve Lost You”, do novo disco “A-Lex”, baseado no livro que deu origem ao filme “Laranja Mecânica”.

Angra
A também banda brasileira, formada em 1991, manteve a mesma formação até o álbum “Fireworks” (1998). Depois disso, Andre (vocal), Luis (baixo) e Ricardo (bateria), deixaram o grupo para formar o Shaman. Como aqui o que importa é o vocalista, Andre foi substiuído por Edu Falaschi. A banda quase acabou novamente em 2008, mas estão de volta, com Edu Falaschi infelizmente no posto de vocalista. Abaixo você confere “Make Belive”, da época do Andre. Agora, clipe com Edu Falaschi você tenta a sorte por aí…

Nigthwish
A banda finlandesa de metal melódico, que surgiu em 1996, foi uma das mais bem sucedidas na mistura do heavy metal com o canto lírico. A parceria do metaleiros nórdicos com a bela Tarja Turunen durou até 2004, quando a vocalista foi demitida. Tarja seguiu carreira solo e a banda contratou Anette Olzon, que tem um estilo totalmente diferente, mas mantém a banda na ativa. Abaixo tem “Wishmaster”, com Tarja e depois “Bye Bye Beautiful”, com a Anette.

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Mamãe, quero ser a Beyonce

04/10/2009

Goste você ou não (eu não gosto), Beyonce – ou Sash Fierce – é a cereja do bolo da música pop mundial. Eu não posso negar que ela tem um remelexo e é exatamente por isso que o clipe “Single Ladies” já é um dos mais reproduzidos na internet. Qualquer um agora veste um colã preto e sexy (ou não) e sai por ai rebolando.  O original você vê aqui, as versões estão logo abaixo. Boa sorte!

Primeiro as melhores perfomances:

1) Esse foi o primeiro vídeo que eu vi. Neste caso, o rapaz tem toda uma malemolência… Ney Matogrosso ficaria com inveja.

2) 100 moças fazendo flash mob no Piccadilly Circus, não tinha como dar errado.

3) A prova do quadro “Lata Velha”, do programa Luciano Huck. Alta estima é tudo, minha gente!

4) Esse é de profissionais, covardia.

Agora a versão quase lá…

1) Elas até tentaram… mas valeu pelo espacate

2) Admiro a coragem, mas o body preto não favoreceu, viu.

3) Eu não gosto do Jonas Brothers. Não gosto da música, do anel da pureza e da cara de manequim da Pakalolo.

4) Como se não bastassem o Jonas original, vem a cópia brasileira. Chatoooooo…

Eles fazem qualquer negócio

06/09/2009

Parcerias no mundo da música não são nenhuma novidade. Elton John mesmo é um dos artistas que mais fez duetos em sua carreira (um dia ainda faço este post). Mas tem muito músico que acaba levando o apelido de “arroz de festa” só porque todo mundo quer ele lá no CD, dando aquela palinha. Para falar desses músicos onipresentes, resolvi começar com dois grandes guitarristas, um inglês e um brasileiro: Jimmy Page e Andreas Kisser. E lá vamos nós…

Jimmy Page
Ex-guitarrista do Led Zeppelin, Sir Jimmy Page é o rei Midas da guitarra. Não importa a banda, se tem os acordes do Page, o álbum fica bom. O cara já gravou com o ex-parceiro de Led Zeppelin Robert Plant, com Paul Rodgers (ex-Queen, ex-Free, Bad Company), já tentou um super grupo com ex-membros do Yes e participou de um documentário, o “It Might Get Loud”, ao lado de Jack White, do White Stripes, e The Edge, guitarrista do U2. Mas duas parcerias de Jimmy Page são matadoras. A primeira ao lado de Dave Coverdale, do Whitesnake, no fabuloso “Coverdale/Page” e depois com a banda The Black Crowes, em “Live at the Greek”.

A parceria com Dave “voz de veludo” Coverdale, você confere aqui. E sim, não se assuste, Coverdale está com a cara, o jeito e, às vezes, a voz de Robert Plant. Praticamente um clone dos tempos áureos de Plant no Zepp. Tudo nesse disco soa como Led Zeppelin, não há como negar. Talvez por isso eu goste tanto…

Sobre o álbum com o Black Crowes é, acima de tudo, um tributo ao Led Zeppelin. Ah, tudo lembra o Zepp e por isso eu gosto, prontofalei.

Andreas Kisser
O guitarrista do Sepultura é um cara conhecido pelos riffs pesados e acordes dissonantes, mas o que eu admiro nele é o respeito com os outros estilos. Não estou aqui puxando o saco do Andreas só porque ele é um dos colunistas lá da firma, mas a questão é que ele faz todas aquelas pessoas que enxergam os fãs e músicos de heavy metal como pessoas extremistas pensarem de outra forma.

Ele já tocou com o Paralamas do Sucesso, Titãs, com o Caetano Veloso, já fez trilha sonora de filme, tocou com orquestra e até participou no CD solo do Hdson, da dupla Edson & Hudson. Bem, primeiro coloquei o vídeo do Andreas com o Paralamas e em seguida o clipe na música “Em Busca Do Ouro”, do disco solo do guitarrista, “HUBRIS I & II”, que tem a participação do Zé Ramalho.

Momentos musicais dos filmes de John Hughes

08/08/2009

Como diria meu amigo André Marmota, está morrendo um monte de gente que nunca havia morrido antes. Desta vez, foi o diretor e roteirista norte-americano John Hughes que bateu com as dez (leia a notícia aqui). Os filmes dele viraram ícones da juventude dos anos 80, mesmo que as histórias fossem às vezes american way of life versão adolescente.

Eu vi pelo menos sete filmes dele na sessão da tarde. Meus prediletos são “Curtindo a Vida Adoidado” e “Clube dos Cinco”. Aproveitando essa minha fase nostálgica, separei os melhores momentos musicais de quatro filmes de Hughes.

“Clube dos cinco” (The Breakfast Club)

“Curtindo a vida adoidado” (Ferris Bueller’s Day Off)

“A Garota de Rosa-Shocking” (Pretty In Pink)

“Álguém muito especial” (Some Kind of Wonderful)

The Breakfast Club

A infância nunca mais será a mesma

05/08/2009

Não havia pudores nos anos 80 e 90. Eu sei que toda merda consumista começou lá, com as crianças comprando LPs, bonecas, brinquedos e roupas de pessoas como a chata da Xuxa [digo isso agora, porque tinha todos os discos e acordava todas as manhãs para tomar café com ela]. Mas nós tínhamos o Chavez, Os Trapalhões e as piadas não politicamente corretas.

Revendo os programas, filmes e ouvindo as músicas daquele tempo, tirando Trem da Alegria e Carrossel, dava para sacar que de inocente só tinham mesmo as crianças… ou não. Em homenagem ao meu momento saudosista, separei alguns videoclipes musicais da minha infância que deixam as Pussycat Dolls com vergonha.

AVISO: Este post contém encostos musicais. Se você passar o dia cantando os refrões das músicas no trabalho e virar motivo de chacota entre os colegas será um problema só seu.

Supla – Pisa em mim
Eu era fã do Supla, confesso. Eu ficava cantando “Esses Humanos”, do Tóquio, e me achava a criança mais malvada da primeira série. Esse clipe é parte do filme “Uma Escola Atrapalhada”, meu filme predileto mesmo depois de assistir “Lua de Cristal” no cinema. Sim, apesar da calça de couro, do ambiente dark e do corpinho em cima do Supla, tratava-se de um filme infantil. Ah, os anos 90…

Angélica – Angelical Touch
Aproveitando que me lembrei do filme “Uma Escola Atrapalhada”, não podia deixar de fora esse vídeo. Ele também faz parte do filme e é uma resposta da Tamy – personagem da Angélica – ao clipe malvado do Supla. Sim, eles são um casal na trama. “Angelical Touch” era uma música totalmente Lado B e o clipe é tão sensual quanto um desfile de pijamas de flanela. Antes de apertar o play, vá ensaiando o refrão: “Angelical touch / Angelical touch / Angelical touch, touch, touch / Meu toque é que é too much”.

Polegar – Dá Pra Mim
Antes do Rafael Ilha ingerir objetos estranhos, ele costumava tocar guitarra no Polegar. O quinteto era uma típica banda do começo dos anos 90: música com refrão pegajoso, visual meio new wave e o maldito teclado de mão. Eu sei que o trocadilho que dá nome à música é besta, mas eu era só uma criança, poxa.

Mara Maravilha – Não Faz Mal
Eu não quero saber se a Mara encontrou Jesus, deixou de fazer macumba para Angélica e agora canta música de louvor. Eu lembro da Mara sem noção, com música pouco infantil, com barriga de fora na capa do LP e eu adorava. É claro que também não me esqueço dela na Playboy em cima de um cavalo, mas nessa época eu já entendia bem as coisas… A verdade é que se o NX Zero gravasse essa música viraria hit. Imagina o Di, o Fi, o Li, o Mi e qualquer outro componente cujo nome é um monossílabo tônico cantando “Eu to carente, mas eu to legal”, perfeito! Fica aí a dica, gente.