Aproveitando que o AC/DC estará entre nós no dia 27 de novembro, no Morumbi (SP) – e claro, estarei lá – fiz uma pequena seleção de bandas de rock que deram certo mesmo depois de trocar o vocalista. Em geral é muito estranho ouvir uma banda cuja voz no comando já não é mais a mesma. As músicas mais antigas nunca ficam iguais e sempre dá aquela sensação nostálgica de “nunca mais será igual”. Ainda sim tem banda que resiste e muito bem a esta troca.
AC/DC
Já que o grupo é o mote deste post, nada mais justo do que começar por ele. A banda australiana começou em 1973, com o vocalista Bon Scott, que faleceu em 1980. O último álbum de Scott foi “Highway to Hell”, um dos discos mais conhecidos do AC/DC. A banda pensou em parar, mas felizmente apareceu Brian Johnson e eles lançaram o ótimo “Back in Black”. Abaixo você confere AC/DC e Bon Scott e aqui você assiste ao clipe da música do disco mais recente com Brian Johnson.
Black Sabbath
Na verdade, o Sabbath teve quatro vocalistas, mas só dois deles vingaram. Um foi o original e, para muitos insubstituível, Ozzy Osbourne. O segundo foi Ronnie James Dio (meu preferido), que entrou na banda depois da saída de Ozzy e voltou para formar o Heaven & Hell, que nada mais é do que o Sabbath com o outro nome. Heaven & Hell é inclusive o nome do primeiro disco da banda com Dio nos vocais. Além de Ozzy e Dio, o Sabbath também teve a passagem relâmpago de Ian Gilan, do Deep Purple, e Tony Martin. Bem, abaixo tem “Paranoid”, com Ozzy, e aqui tem “TV Crimes”, com o Dio.
Helloween
A banda de power metal alemã é uma das poucas que teve três bons e reconhecidos vocalistas. Claro que sempre há preferências, mas difícil um fã de Helloween que não ouça um disco por ser da fase Kai Hansen, Michael Kiske ou Andi Deris (meu preferido). Primeiro você confere os fabulosos efeitos especiais de “I Want Out”, com Michael Kiske, depois o senso de humor de Andi Deris em “Perfect Gentleman”. Ah, não tem vídeo do Kai Hansen como vocalista, mas você pode vê-lo com Kiske no primeiro vídeo.
Deep Purple
A banda inglesa é conhecida pelas oito formações diferentes ao longo da carreira, que são conhecidas como “MK I”, “MK II” e assim por diante (o MK significa marca). O grupo não só trocou de vocalista, mas de baixista, guitarrista e tecladista. O único que nunca deixou o Deep Purple foi o baterista Ian Paice. Só vocalistas a bandas teve quatro: Rod Evans, Ian Gilan (sim, o mesmo que gravou um disco com o Sabbath), David Coverdale (Withesnake) e Joe Lynn Turner. Além de ser o vocalista que mais ficou na banda, Ian Gilan é o dono do posto atualmente. Abaixo você confere “Sometimes I Feel Like Scream”, do primeiro CD da até agora última fase do Deep Purple.
Journey
Taí outra banda que tem pouco mais que um time de futebol só de ex-integrantes. Vocalistas são três: Steve Perry, Steve Augeri e Jeff Scott Soto (que durou menos de um ano). Agora, Arnel Pineda, que foi descoberto no Youtube, é a voz do Journey. Aqui está o clássico “Separet Ways”, com Steve Perry.
Sepultura
A banda brasileira teve dois ótimos vocalistas: Max Cavaleira e Derick Green (meu preferido). Max fundou a banda com o irmão Iggor, em 1983, e saiu em 1996 por desavenças pessoais. Lembra da história de que a Yoko Ono separou os Beatles? Pois bem, aqui o problema foi a mulher de Max: Glória Cavaleira. Depois, Max fundou o Soufly e no ano passado o Cavaleira Conspiracy, junto com Iggor, que também deixou o Sepultura em 2006. Ah claro, sobre Derick Green: o gutural mais malvado das bandas brazucas. Abaixo tem o clipe de “Territory”, da época do Max e, em seguida, “We´ve Lost You”, do novo disco “A-Lex”, baseado no livro que deu origem ao filme “Laranja Mecânica”.
Angra
A também banda brasileira, formada em 1991, manteve a mesma formação até o álbum “Fireworks” (1998). Depois disso, Andre (vocal), Luis (baixo) e Ricardo (bateria), deixaram o grupo para formar o Shaman. Como aqui o que importa é o vocalista, Andre foi substiuído por Edu Falaschi. A banda quase acabou novamente em 2008, mas estão de volta, com Edu Falaschi infelizmente no posto de vocalista. Abaixo você confere “Make Belive”, da época do Andre. Agora, clipe com Edu Falaschi você tenta a sorte por aí…
Nigthwish
A banda finlandesa de metal melódico, que surgiu em 1996, foi uma das mais bem sucedidas na mistura do heavy metal com o canto lírico. A parceria do metaleiros nórdicos com a bela Tarja Turunen durou até 2004, quando a vocalista foi demitida. Tarja seguiu carreira solo e a banda contratou Anette Olzon, que tem um estilo totalmente diferente, mas mantém a banda na ativa. Abaixo tem “Wishmaster”, com Tarja e depois “Bye Bye Beautiful”, com a Anette.